Na noite de quinta-feira chovia. Os maputenses que chegavam à estação dos Caminhos de Ferro de Maputo, abrigavam-se e amaldiçoavam o mau tempo. Mas chegando à gare, com um flute de champanhe na mão, até se esquecia o Verão chuvoso e os pés molhados. Era noite do desfile de Yolanda Thomas e as três fileiras de cadeiras estavam cheias. Lá ao fundo da passarela, câmeras de filmar de vários canais de televisão, assim como máquinas fotográficas da imprensa esperavam pelo início do desfile das modelos. O evento estava previsto começar às 19h30, começou quase uma hora mais tarde mas ninguém se enfastiou na espera. Os estilistas Luigi, Taibo Bacar e Marinela Rodrigues, em animada conversa nem tocaram o tempo passar. Até que a música começou e fez-se silêncio.
O desfile Afrodite foi uma festa de amigos. Para quem vê roupas nos desfiles e se pergunta como ficariam numa pessoa normal, o desfile deu que pensar. É que a estilista sul-africana, em Moçambique há sete anos, pediu às suas amigas e clientes que passassem as suas roupas. Ou seja, mulheres normais, com roupas únicas e maquilhagem perfeita. Entre elas, Taciana Lopes, Guilhermina Guilherme, Maria Elisa Chin e Rose Costa, que desfilaram visivelmente nervosas, mas sorrindo para a plateia como se tivessem nascido para aquilo.
No fim do desfile, Yolanda abriu o camarim aos seus fãs e pôs as peças à venda.
Nessa noite, não houve compras, mas houve reservas.
Conheça um pouco da história de Yolanda
@Marta Valeriano
28 de Novembro de 2011