1
saberviver

O vírus do medo

Acha que vale a pena arriscar, quando o que está em causa é um vírus capaz de fragilizar o seu sistema imunitário?

 

Não precisa de abdicar dos prazeres da vida para evitar as doenças sexualmente transmissíveis.

Muito pelo contrário. Se souber proteger-se, poderá usufruir da sexualidade de uma forma menos ansiosa e bem mais tranquila.

Porque, de facto, os números continuam a dar que pensar. Pelo menos, um por cento da população adulta mundial estará infectada com o vírus da imunodeficiência humana (VIH). No final de 2006, existiam, de acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmissíveis, 30.366 pessoas infectadas em Portugal, sendo o segundo maior grupo o dos heterossexuais.

Subitamente, percebemos como a ameaça é real, global. Pois é, e como não existe cura para a infecção do VIH/SIDA, mas apenas medicamentos que podem retardar o avanço do vírus, a única forma de a vencer é protegendo-se. E, para isso, é preciso estar informada, deixar de pensar que este tipo de situações só acontece aos outros.

Perceber o inimigo

O VIH, que está na origem da Síndroma da Imunodeficiência Adquirida (SIDA), ataca e destrói o sistema imunológico do organismo, responsável pelo combate das infecções. A SIDA é a fase final da infecção, quando o organismo já está tão debilitado que não consegue combater quaisquer doenças ou infecções.

Alguém que esteja infectado pelo VIH pode não apresentar sintomas da doença mesmo durante anos, podendo assim transmiti-lo a outras pessoas sem o saber. O vírus transmite-se por via dos líquidos orgânicos, nomeadamente sangue, esperma, secreções vaginais e leite materno. Sabe-se, actualmente, que a transmissão se faz principalmente pela prática de relações sexuais sem protecção, através da utilização de agulhas contaminadas, da mãe para o filho durante a gravidez ou ainda durante o período de aleitamento.

Criar defesas

Para combatermos este flagelo, temos de começar por aceitá-lo e isso passa por vencer o estigma. Passa, na prática, por se proteger sempre. A utilização do preservativo durante as relações sexuais e o uso de seringas esterilizadas são regras a cumprir.

Também não se deve partilhar agulhas, escovas de dentes, lâminas de barbear, objectos de manicure ou instrumentos usados na a realização de piercings ou para furar as orelhas.

A realização do teste do HIV (cujo resultado é apresentado entre cinco a dez dias após a sua realização) é também uma medida importante, nomeadamente no caso de mulheres que desejam ter um filho ou que estejam grávidas. Isto porque existem medicamentos anti-retrovirais que podem ajudar a reduzir substancialmente o risco do bebé ser infectado.

Texto: Joana Marques

1
Saber Viver

REVISTA
SABER VIVER

Simplifique a sua vida



Assine a Saber Viver
Sumário
Vouchers
Contactos