Caso o paciente esteja a tomar um medicamento e note alguma alteração da função sexual, deverá falar com o seu médico.
Existem ainda algumas causas de origem psicogénea, nomeadamente o stress, a depressão, o medo, a frustração, a chamada ansiedade de execução ou de falhanço e, ainda, diversas doenças psiquiátricas.
É possível prevenir
Existem medidas de melhoria de hábitos de vida, facilmente acessíveis a todos os homens e mais económicas que ajudam a prevenir a disfunção eréctil. «Assim exista vontade para as concretizar», sublinha La Fuente de Carvalho.
Opte por uma melhor higiene alimentar com redução de gorduras, açúcar, álcool, privilegiando o consumo de vegetais, de fruta natural e a confecção simples dos alimentos (como cozidos e grelhados). Reduza ainda o excesso de peso com uma actividade física moderada e regular e diminua o consumo de cigarros e os níveis de stress profissional. Notará seguramente a diferença.
Problema vivido a dois
A disfunção sexual do homem também vai ter repercussões na vida sexual da mulher, e por isso, do casal. «Neste contexto, a mulher deve estar envolvida em todo o processo terapêutico, participar na resolução do problema e manifestar interesse em melhorar a vida sexual do casal. Deve acreditar que o problema pode ser resolvido com sucesso, facilitar a sua abordagem, falar de forma aberta sobre o assunto e facilitar a ajuda junto dos profissionais de saúde», salienta La Fuente de Carvalho.
As dificuldades na erecção podem provocar conflitos familiares, se a situação não for conversada e partilhada com a companheira. A suspeita de traição e o sentimento de rejeição podem originar uma crise conjugal. Neste sentido, é importante colocar a mulher ao corrente de toda a situação, uma vez que pode ser um auxílio terapêutico. Existem consultas de Andrologia e Medicina Sexual em vários hospitais que podem ajudar a encontrar a melhor solução para o casal.
Sabia que...
Apenas 10% dos homens aborda o seu problema de forma espontânea e fala com o seu médico! Para muitos, esta patologia continua a ser um tema tabu, sobre a qual não falam nem com os amigos e familiares mais próximos.
Texto: Cláudia Pinto com Dr. La Fuente de Carvalho, urologista