« Anterior 1|2|3
saberviver
Vários medicamentos, como os diuréticos, os
anti-hipertensores, os anti-ulcerosos e os antidepressivos, podem também ser referidos como causadores desta patologia.

Caso o paciente esteja a tomar um medicamento e note alguma alteração da função sexual, deverá falar com o seu médico.

Existem ainda algumas causas de origem psicogénea, nomeadamente o stress, a depressão, o medo, a frustração, a chamada ansiedade de execução ou de falhanço e, ainda, diversas doenças psiquiátricas.

É possível prevenir

Existem medidas de melhoria de hábitos de vida, facilmente acessíveis a todos os homens e mais económicas que ajudam a prevenir a disfunção eréctil. «Assim exista vontade para as concretizar», sublinha La Fuente de Carvalho.

Opte por uma me­lhor higiene alimen­tar com redução de gorduras, açúcar, álcool, privilegiando o consumo de vegetais, de fruta natural e a confecção simples dos alimentos (como cozidos e grelhados). Reduza ainda o excesso de peso com uma actividade física mo­derada e regular e diminua o con­sumo de cigarros e os níveis de stress profissional. Notará seguramente a diferença.

Problema vivido a dois

A disfunção sexual do homem também vai ter repercussões na vida sexual da mulher, e por isso, do ca­sal. «Neste contexto, a mulher deve estar envolvida em todo o processo terapêutico, participar na resolução do problema e manifestar interesse em melhorar a vida sexual do casal. Deve acreditar que o problema pode ser resolvido com sucesso, facilitar a sua abordagem, falar de forma aber­ta sobre o assunto e facilitar a ajuda junto dos profissionais de saúde», salienta La Fuente de Carvalho.

As dificuldades na erecção podem provocar conflitos familiares, se a situação não for conversada e parti­lhada com a companheira. A suspeita de traição e o sentimento de rejeição podem originar uma crise conjugal. Neste sentido, é importan­te colocar a mulher ao corrente de toda a situação, uma vez que pode ser um auxílio terapêutico. Existem consultas de Andrologia e Medicina Sexual em vários hospitais que podem ajudar a encontrar a melhor solução para o casal.

Sabia que...
Apenas 10% dos homens aborda o seu problema de forma espontânea e fala com o seu médico! Para muitos, esta patologia continua a ser um tema tabu, sobre a qual não falam nem com os amigos e familiares mais próximos.

 

Texto: Cláudia Pinto com Dr. La Fuente de Carvalho, urologista

« Anterior 1|2|3
Comentar
Os comentários ficarão públicos
Saber Viver

REVISTA
SABER VIVER

Simplifique a sua vida



Assine a Saber Viver
Sumário
Vouchers
Contactos