4. Olhar para o outro
Escreve Ángeles Sanz, no livro «A Vida a Dois», que «está comprovado que nas relações a dois conflituosas o contacto visual entre os seus membros quando falam costuma ser mínimo, como que se o que o outro está a dizer fosse irrelevante».
Se o fizer, a mensagem que vai passar é: «Na verdade não me importa que aqui estejas». E, em vez de um diálogo, eis que terá estabelecido... um monólogo!
5. Arrumar a secretária
Se das 24 horas do dia, dedicar oito ao sono, sobram-lhe 16, das quais pelo menos metade são entregues ao trabalho. Some ainda uma ou duas horas ao tempo que passa em transportes e mais uma para almoçar.
Já percebeu onde queremos chegar? O tempo que sobra é muito pouco para dedicar o que resta também ao trabalho. Claro que há situações excepcionais, mas não as torne uma regra.
Está provado que quem não pára de pensar no emprego tem o triplo da probabilidade de sentir que não tem uma vida pessoal satisfatória. No final do dia, arrume a secretária e faça uma lista das tarefas do dia seguinte. Elas vão ficar aí e não na sua cabeça.
6. Não ser psicólogo do outro
Descobrimos este conselho no livro de Ellen Watchel «Gosto de ti, mas...» e vai ver que faz todo o sentido. Frases como «estás a reagir assim porque não foste amado pela tua mãe», «outra pessoa saberia que estou a brincar mas tu interpretas tudo de forma negativa», «gostas de fugir dos assuntos como o teu pai» não ajudam nada.
Só servem para quatro coisas: magoar, intensificar a raiva, fazer o outro sentir-se incompreendido e tornar a discussão mais agressiva. Pare 10 ou 20 minutos e retome a conversa.
7. Oferecer 322 minutos de afecto por semana
A sugestão é de Martin Seligman, reconhecido especialista na área da felicidade, citado na obra «Amor Puro y Duro», de Pilar Varela. Dedique dois minutos para se despedir antes de ir para o trabalho (cinco vezes por semana); 20 minutos a sós à noite (cinco vezes por semana), duas horas a dois (uma vez por semana); cinco minutos diários de gestos carinhosos e de admiração; um minuto para desejar boa noite (todos os dias). Diz o especialista que é o segredo para que «não se apague a chama».
Texto: Nazaré Tocha