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A dieta dos crus

O regime à base de alimentos crus tem cada vez mais adeptos. Saiba o que os leva a tomar esta opção e o que pensam os nutricionistas

«Sinto que estou a limpar as toxinas acumuladas ao longo dos anos e que o meu corpo caminha para um equilíbrio. Deixei de me sentir inchada. Perdi e continuo a perder o peso que tinha em excesso, de uma forma gradual.»

«A minha pele está mais luminosa e macia. Os meus intestinos funcionam como um relógio suíço. Tenho menos fome e vontade de comer. Raramente me apetece consumir doces. Sinto-me com mais energia e, nas situações de stress, não vou abaixo com tanta facilidade.» As palavras poderiam ser de um anúncio publicitário, mas pertencem à realidade.

Olga Silva, 33 anos, abandonou o fogão para iniciar uma dieta rigorosa, onde os alimentos cozidos são substituídos por refeições à base fruta fresca e seca, vegetais, rebentos e algas. Após quatro meses, garante estar «a adorar esta alimentação», baseada na preservação das enzimas e nos seus benefícios para o organismo.

Dieta de estrelas

O conceito, conhecido como The Raw Food Detox Diet (A Dieta Desintoxicante dos Alimentos Crus), deixou de ser uma prática dos hippies dos anos 60 para atrair cada vez mais adeptos em todo o mundo, em especial entre as vedetas americanas. Actores como Woody Harrelson, Demi Moore e Alicia Silverstone são algumas das figuras de Hollywood rendidas à dieta dos alimentos crus.

Segundo a imprensa internacional, a estilista Donna Karan perdeu 20 quilos graças a este regime alimentar. Alguns países europeus já têm restaurantes inteiramente dedicados a este tipo de dieta e em cidades americanas como Nova Iorque, Los Angeles e Chicago, os restaurantes de raw food tornaram-se a última moda.

Experiência positiva

Quem segue a dieta considera que se sente mais saudável graças à ingestão do que chama de «alimentos vivos, leves e ricos em enzimas», incluindo rebentos de várias variedades (lentilhas, feijão mungo e alfafa) que são muitas vezes germinados em casa por quem pratica este tipo de dieta.

No caso de Olga Silva, a mudança foi gradual e aconteceu depois de participar num programa de desintoxicação alimentar de 40 dias: «Só ingeria sumos e smoothies (preparados com a liquidificadora) e senti-me tão bem e leve, tão centrada em mim que só queria voltar a recuperar aquele bem-estar físico, mental e espiritual.»

«Em Outubro de 2007, retomei esta alimentação, começando com uma percentagem de 50/50 (metade cru, metade cozido). Iniciei, também, a prática de Kundalini Yoga, um sistema integral que pratica 22 diferentes ramos do yoga num único sistema.»

«Este sistema foi fundamental», sublinha. «Desde Janeiro deste ano [2008], passei a cerca de 90/100 por cento à base alimentos crus», acrescenta ainda.

 

Veja na página seguinte: Os prós e os contras deste tipo de regime

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