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O que (não) a faz engordar

Dissipe todas as dúvidas sobre o pão, o leite, as gorduras e os frutos secos

A gordura é assim tão prejudicial? A cerveja faz barriga? Quando se está de dieta é preciso deixar de comer pão?

Ajudamo-la a dissipar todas as suas dúvidas, porque para comer bem basta saber como. Existem muitos mitos relacionados com hábitos alimentares. Isto engorda, aquilo não...

Mas o que realmente importa é como comer bem, equilibrada e variadamente, sem termos de nos aborrecer com a balança.

O fundamental é poder comer-se de tudo, sempre que se nutra o corpo e não se abuse dos alimentos mais calóricos. Quando se fala em emagrecer parece sempre que há uns alimentos mais perigosos do que outros. A primeira coisa a ter em conta é que, «salvo em dietas restritivas indicadas apenas em situações de patologia específicas, todos os alimentos podem ser permitidos quando se tem uma vida activa e se come de forma variada e equilibrada», explica Tiago Osório de Barros, nutricionista na Dermonutri – Espaço Saúde e Qualidade de Vida.

Por exemplo, «um pedaço de chocolate não faz mal desde que se coma com conta, peso e medida e não se façam outras extravagâncias alimentares no mesmo dia», exemplifica o nutricionista. Dito isto, vejamos a seguir algumas verdades e mentiras sobre o que nos engorda (e o que não).

Comer bem

Na opinião do nutricionista, «a base de uma alimentação equilibrada e saudável está em comer de tudo, variando o mais possível, privilegiando as proteínas e os hidratos de carbono, e contendo a ingestão de gorduras ».Mas, quanta gordura menos? É preciso eliminá-la? Atkins, um conhecido nutricionista norte-americano, criou, nos anos 70, uma dieta, à qual deu o seu nome, para se perder peso em pouco tempo e sem passar fome, comendo carnes e gorduras.

Nesta dieta, suprimem-se os açúcares refinados de qualquer tipo durante várias semanas e limitam-se ao máximo os hidratos de carbono (só são permitidos aqueles contidos nas verduras). Sim, consegue-se uma perda de peso notável em pouco tempo mas quem é que vai querer comer enchidos sem restrições sem os acompanhar com um pedaço de pão? «Tratava-se, fundamentalmente, de uma dieta hiperproteica, envolvendo vias metabólicas diferentes no organismo», adianta Tiago Osório de Barros.

Na altura, muitos nutricionistas levaram as mãos à cabeça com esta teoria, já que deitava por terra a famosa pirâmide nutricional mediterrânica, que recomenda uma ingestão diária de 6 a 10 porções diárias de hidratos de carbono. Mas, para felicidade de Atkins, o seu postulado foi avaliado cientificamente em estudos rigorosos sobre o comportamento dos hidratos de carbono e a tendência do nosso organismo para armazená-los como reserva.

No entanto, também há investigações (também muito rigorosas) que comprovam a possibilidade de emagrecer limitando o consumo de gorduras e aumentando o de hidratos de carbono. É o modelo que mais se aproxima das recomendações da Organização Mundial de Saúde sobre alimentação equilibrada que, tal como explica o nutricionista, «preconiza que a ingestão calórica diária total seja repartida por 50% de hidratos de carbono, 30% de gordura e 20% de proteínas». Em que é que ficamos, afinal? Se existem verdades sobre a alimentação que não mudaram com o passar do tempo, são as seguintes:

- Não há nada melhor do que seguir uma alimentação equilibrada e variada, na qual não existam alimentos proibidos, desde que sejam ingeridos com peso e medida. Na prática, quer isto dizer que há sim alimentos com os quais devemos ter alguma contenção.

- Quanto mais naturais forem os alimentos (sem serem processados, refinados ou sofrerem um processo industrial), mais nutrientes e benefícios nos dão e melhor funciona o corpo.

- A ingestão excessiva de calorias sem o correspondente dispêndio através de actividade e exercício físico, provoca obesidade, e esta é um factor de risco para muitas doenças e a causa de muitas outras. Tanto faz se as calorias provierem de gorduras, proteínas ou hidratos de carbono. Quando se come a mais do que se gasta, engorda-se.

Veja na página seguinte: Afinal as gorduras são boas ou não?

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