Amido vs glúten
Água, farinha e sal. É nesta receita que se baseia qualquer pão. Então o que explica uma variedade tão vasta? O segredo está nas farinhas escolhidas, dosagens e na inclusão de outros ingredientes como o malte ou leite. Existem ainda outros mais relevantes. Um deles é o amido, considerado um bom hidrato de carbono já que é de absorção lenta e trava a acumulação de gordura. Outro, muito referido, sobretudo pela negativa, é o glúten. Trata-se da proteína natural presente em cereais como o trigo, cevada ou centeio, responsável pela fermentação, mas que pode dificultar a digestão do pão ou gerar reacções de intolerância alimentar.
Nestes casos, deve optar-se por pão sem glúten ou à base de milho ou soja, cereais que não contêm esta proteína.
A dinastia do trigo
O trigo é o protagonista das bolinhas, cacetes ou carcaças, pães que se inserem na equipa branca, pela farinha refinada que os compõe. Embora antigamente fosse visto como um pão nobre perdeu parte desse estatuto. Isto porque na refinação da farinha é eliminada a casca do cereal, onde estão as fibras e minerais, deixando um alimento menos nutritivo e de índice glicémico superior. Por este motivo e porque muitas vezes tem níveis elevados de sal, deve ser consumido com moderação. Este grupo é variado e engloba algumas opções mais interessantes do que outras. A numeração da farinha usada é um bom indicador. Seja qual for a sua escolha prefira sempre pão bem cozido, pois facilita a digestão.
O sabor da tradição
As variedades regionais podem ser consideradas uma boa opção. Isto porque contêm muitas vezes uma mistura de cereais – trigo, centeio e milho – que as torna equilibradas e seguem um método de cozedura, por norma artesanal, mais saudável. Outras boas opções são o pão de centeio (escuro) e a broa de milho que, além do valor nutricional que oferecem, são menos calóricos, esta última com 185 calorias por 100 gramas, ao contrário das 289 do pão de trigo.
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