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Sem medo da menopausa

Chega sem que se sinta preparada mas explicamos-lhe como vencer mais este desafio

Nenhuma mulher gosta dela. Associamo-la ao envelhecimento, ao fim da fertilidade. Provoca mudanças que não foram desejadas, pinta de cinzento a imagem que temos de nós próprias.

Está farta que lhe digam que a menopausa pode ser vivida sem efeitos colaterais, não está? Acreditamos que sim. Não lhe vamos dizer que pode saltar esta etapa da vida.

Isso seria mentir-lhe. Mas podemos afirmar que vamos ajudá-la a contornar os obstáculos que vão surgir para que possa seguir em frente. Sem medo. Como diz Oprah Winfrey, «a menopausa já não é o que era». Este processo corre geralmente entre os 45 e os 55 anos e o termo designa a altura em que a menstruação cessa definitivamente (sendo oficial quando decorreu um ano desde a última menstruação).

A fase que antecede a paragem definitiva dos ciclos menstruais chama-se perimenopausa e pode durar anos. Esta caracteriza-se por alterações da progesterona, testosterona e estrogénio, as quais provocam sintomas como menstruação irregular, alterações na pele, sensibilidade e tumefacção dos seios, retenção de líquidos, aumento de peso, alterações de humor, irritabilidade, insónia, afrontamentos, dor de cabeça, dificuldades nas relações sexuais e perda de desejo.

Atitude positiva


Parece um cliché mas é fundamental. Esta é uma fase da vida em que a mulher deve reinventar-se, por dentro e por fora, recarregar baterias e reflectir na sua sexualidade, aprendendo a (re)despertar o desejo. Não fumar e praticar exercício físico (que vai ajudar a mulher a manter a forma e, em simultâneo, a voltar a sentir-se atraente) são palavras-chave para fazer face aos sintomas e reequilibrar os níveis hormonais.

Evitar a ingestão de alimentos brancos, como produtos com açúcar, processados, massa ou batatas é uma das regras para uma menopausa saudável. Uma alimentação correcta também ajuda a preservar a pele e a salvaguardá-la das mudanças hormonais. Lembre-se que a aplicação diária de protector solar e a utilização de cosméticos ricos em antioxidantes como coenzima Q10, chá verde, DMAE, ácido alfa-lipóico ou óleos gordos essenciais são gestos importantes a adoptar.

Terapêutica hormonal de substituição

Salvo a existência de contra-indicações, esta é a solução farmacológica mais comum para a redução dos sintomas associados à menopausa e soma vantagens e desvantagens. É eficaz na redução das queixas e está comprovado cientificamente que reduz o risco de osteoporose e de cancro do intestino.

Esta terapia facilita as relações sexuais, pois favorece o espessamento da mucosa vaginal. Por outro lado, os resultados de alguns estudos levaram a que especialistas alertassem para o facto desta terapêutica contribuir para o aumento do risco de cancro da mama com receptores positivos, assim como para o risco de acidente vascular e de ataque cardíaco em mulheres que se encontram na menopausa há mais de dez anos.


Veja na página seguinte: Dieta anti-menopausa

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