São vários os processos complexos que ocorrem na mente e no cérebro adormecidos. A privação do sono pode causar graves impactos no bem-estar físico e psicológico dos indivíduos. A privação crónica do sono, por qualquer razão, afecta significativamente a saúde e sanidade, o desempenho e a segurança dos indivíduos.
Ciência comprova importância do sono
Vários estudos têm demonstrado que a privação do sono pode levar à redução dos níveis das hormonas de crescimento humano (conhecidas como Human Growth Hormones, HGH, somatotropina, entre outras designações).
Essas hormonas de crescimento são necessárias para os mecanismos de reparação que afectam todos os órgãos do corpo. Quanto menos quantidade de HGH um indivíduo tiver, menos oportunidade tem o corpo de reparar os danos que tenham ocorrido durante todo o curso normal do dia.
Controlam muitas funções, são responsáveis pela vitalidade, energia e todos os benefícios de saúde que associamos à juventude. Quando o corpo obtém o descanso e o sono convenientes, a libertação da HGH é facilitada. Na verdade, a maior parte desta hormona é libertada durante o sono.
Uma diminuição da secreção da hormona do crescimento humano durante o sono terá um impacto negativo sobre a proliferação celular, a reparação dos tecidos e a tolerância à glicose – um factor de risco para diabetes e obesidade. Outros estudos indicam que existe também uma ligação directa entre a quantidade de níveis de HGH e da gordura corporal.
A redução dos níveis de HGH está associada ao aumento de armazenamento de gordura no tecido corporal. Na obesidade, o sono tem sido relatado como perturbador, e um conjunto emergente de evidências sugere que a duração do sono curto está associada a um aumento da gordura corporal, alterações das funções metabólicas e sonolência diurna.
Há evidências que sugerem que a perda de sono resulta noutros desequilíbrios hormonais que também têm um impacto negativo, incluindo uma secreção elevada de cortisol (a hormona do stress), que pode causar uma diminuição da produção de colagénio na pele, aumento da perda de água, supressão do sistema imunitário, resistência à insulina, e distúrbio no metabolismo ósseo.
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