A tradição do spa é milenar, conhecida já na antiga Grécia, firmou-se com as termas criadas também na antiguidade pelos romanos. Neste império, derivada da famosa expressão "Salus per Aquam", a palavra SPA designava todos os lugares de águas minerais e termais, que os romanos usavam para obter resultados curativos para diversas afecções.
Mas foi só no século XVI que o spa começou a ganhar contornos mais definidos, ainda na Europa, e apenas no Século XVIII passaram a ser conhecidos, como os conhecemos hoje. A palavra spa é também o nome de uma cidade belga que se tornou famosa pelas suas águas termais, e pela qualidade de vida que oferecia aos seus habitantes.
Actualmente, retomam-se as distintas técnicas ancestrais, naturais e cosméticas, de saúde corporal e espiritual, para gerar novos conceitos e formas de uso do spa, oferecendo, além da terapia da água, outras técnicas que combinam massagens, exercícios, cuidados e nutrição, com o propósito de desintoxicar, relaxar, hidratar e purificar o organismo e ainda prevenir o stress, mas quase todos os rituais com raízes na antiguidade.
Virtudes ancestrais
Há quem diga que o uso terapêutico da água começou quando o homem pré-histórico notou que, lavadas, as feridas saravam mais rapidamente. Na mais remota antiguidade, na Caldéia, já existiam construções especiais e balneários públicos e, mais tarde, também encontradas na Pérsia e no Egipto.
Em St. Moritz, na Suíça, existem encanamentos da Idade do Bronze na região das fontes naturais de águas quentes. O banho é uma actividade que sempre foi praticada por todos os povos no decorrer da história, tanto por motivos higiénicos, religiosos, por prazer, e com finalidades terapêuticas.
Pouco a pouco, os povos antigos foram incorporando todo um conhecimento medicinal, fazendo uso dos benefícios terapêuticos dos diferentes tipos de água, do vapor e da transpiração, bem como da utilização de ervas aromáticas para o tratamento de diversos males e também como fonte de prazer.
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