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Anabela Adrianopoulos

O outro lado da apresentadora

Anabela Adrianopoulos é a mais conhecida apresentadora de televisão em Moçambique. Não consegue andar na rua sem que alguém a chame, a cumprimente, lhe peça um autógrafo ou uma fotografia.

O SAPO Mulher Moçambique esteve com ela, em sua casa, e tentou conhecer melhor a mulher por detrás da apresentadora de televisão. Aqui ficam as curiosidades, longe das câmaras de televisão.

Anabela adora cães. Tem sete: três pequeninos, felpudos e quatro dálmatas. Mora numa vivenda com jardim, em pleno centro de Maputo e consegue manter os pequenitos separados dos grandes.

Adora cozinhar e faz frequentemente jantares em sua casa, com amigos. Acha que tem uma empregada que prepara a comida dessas jantaradas? Nada disso, ela adora cozinhar! Como tem pouco tempo, porque assumiu recentemente o cargo de directora artística da Record Moçambique, deixa tudo preparado de manhã, para, à noite, se limitar a finalizar os pratos.

Em breve, Anabela irá estrear um novo programa naquele canal chamado “Agora é que são elas”. A inspiração virá do programa brasileiro Saia Justa e do The View, da rede norte-americana ABS, onde um painel de quatro mulheres fala sobre assuntos femininos. A estreia do “Agora é que são elas” está marcada para o final deste mês.

Carreira de mais de 30 anos
Anabela começou a sua carreira aos seis anos. Sim, aos seis anos já tinha um microfone na mão, no antigo Rádio Clube Português, em Nampula, província onde nasceu e cresceu. Fez carreira na rádio até a TVM a convidar para apresentar o telejornal, em 1982, um ano depois da televisão estatal ter nascido.

Hoje, Anabela tem mais de 30 anos de carreira. E não pára. Para além de ser apresentadora e directora artística da Record Moçambique, ainda faz locução e está a escrever um livro de poesias e outro de crónicas, que serão publicados brevemente.

Tem três filhas que adora, e que coloca à frente de tudo. Vive só com a mais nova, de 16 anos, a quem faz questão de ir buscar pessoalmente à escola.

Se o leitor se pergunta como terá Anabela tempo para tudo, dizemos-lhe também que ainda faz parte do core group da Rede de Mulheres Líderes e Proeminentes de África, um cargo que aceitou a convite de Graça Machel, uma das mentoras desta organização que pretende promover os direitos da mulher.

Anabela Adrianopoulos descreve-se a si própria como uma pessoa de misturas. “Eu costumo dizer que sou um bom híbrido. Do meu pai, tenho o indiano muçulmano e o grego ortodoxo. Da minha mãe, vem o lado português e o macua (etnia moçambicana da província de Nampula, no norte do país). Essa mistura toda faz de mim uma mulher de paixões, muito dramática, que ri de verdade e chora de verdade”.

Amiga do seu amigo, reservada e alegre, Anabela Adrianopoulos é daquelas mulheres que sente um fogo interior, que só parará quando morrer. Não tem fins de semana, nem feriados, e, embora gostasse de ter mais tempo, adora todos os aspectos da sua vida.

 

Marta Curto

 

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