Trocando a saúde pela revolução
A 6 de Março de 1971, Josina partiu para a sua última viagem a Cabo Delgado. Pretendia inteirar-se da realidade vivida pelas crianças dos infantários da Frelimo naquela província. Na sua última intervenção junto da população as palavras saíram-lhe fragmentadas. Ardia em febre. Já na fronteira, de regresso a Dar-es-Salam, tirou a pistola e disse: “Entreguem-na ao camarada dirigente da Província para que sirva de salvação do povo Moçambicano.” E acrescentou: “Camaradas, eu já não avanço mais, mas estou preocupada com a revolução e as crianças.”
No dia 6 de Abril, o seu estado de saúde agravou-se subitamente. Na noite desse dia, acabaria, embora a contragosto, por ser levada por Joaquim e Marcelina Chissano para o hospital de Muthimbili, em Dar-es-Salam, onde acabaria por falecer na madrugada do dia 7 de Abril de 1971, deixando um filho, Samito, com apenas 16 meses.
O vice-presidente da Frelimo, Marcelino dos Santos, na hora da despedida afirmou que Josina teve tanto fervor revolucionário que não teve tempo para cuidar da sua própria saúde. Em Agosto desse ano completaria 26 anos.
Cristóvão Araújo