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Rainha do Ragga é hoje a Rainha da Música da África Austral

Conheça melhor a cantora Lizha James

Lizha James é considerada umas das mulheres mais destacadas na sociedade moçambicana. A viver um dos melhores momentos da sua carreira, Lizha lançou, em finais de 2009, o seu último álbum intitulado “Sentimentos de Mulher II”, que “é uma mistura de vários estilos musicais, como o Ragga e o R&B e Pandza”, explica a cantora.

Lizha James iniciou a sua carreira muito jovem no coro da Igreja, deu voz a vários spots publicitários e singles para empresas, mas foi com o grupo Electrobase que se destacou.

Dona de uma voz inconfundível, a rainha do Ragga conta ao SAPO Mulher Moçambique que cresceu num ambiente de muita música: «Os meus pais e tios sempre gostaram de cantar e foi nesse ambiente que o meu pai me ensinou a tocar piano e a cantar. As minhas irmãs também gostavam muito de música, o que acabou por ser importante para mim, pois contribuiu para aquilo que sou hoje».

«Ser famosa não me assusta», foi assim que Lizha respondeu quando questionada sobre o que pensa do mundo da fama. «Na música como em qualquer outra área, existem pessoas que gostam do nosso trabalho e outras que não gostam, mas é como tudo».

Distinguida como rainha da música da África Austral pelo canal de televisão Channel O, Lizha James considera-se uma mulher de sorte: «Só pelo facto de ter sido nomeada fiquei muito feliz e, quando soube  que ganhei o prémio, a felicidade foi total. Este prémio é o resultado de um trabalho de equipa, do reconhecimento do povo moçambicano em relação às minhas músicas e de todos os meus fãs que me têm acompanhado até hoje. Graças a todos eles cheguei onde estou», reconhece Lizha.

A cantora considera que a música moçambicana está a evoluir muito e que a mulher moçambicana está, cada vez mais, a conquistar o seu espaço na música. «Já estivemos pior. A geração passada sofreu muito na pele a descriminação e o machismo. Se hoje conseguimos cantar, dançar e vestir como vestimos no palco, foi graças à luta e às dificuldades que elas passaram. Nós, as artistas de hoje, devemos agradecer a estas mulheres todos os dias, porque foram elas que conseguiram quebrar barreiras e abriram o espaço que hoje temos na sociedade», defende a diva do Ragga.


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