São inúmeros os benefÃcios da música. Nós, angolanos, sabemo-lo, ou não fosse a nossa essência ritmo e musicalidade. Então porque não tirar mais proveito de uma educação conscienciosamente musical?
Todos gostávamos de tocar um instrumento. É uma mais-valia que admiramos. Quem não se deleita a cantar acompanhado à viola por um serão adentro ou quando há um piano e alguém nos oferece uma amostra do seu talento? Quem não gosta de dizer que o filho toca violino ou de ir assistir aos seus concertos num coral?
Flauta, xilofone, guitarra, piano, órgão ou até o simples triângulo e a caixa chinesa passam pelas mãos de muitas crianças. Assim como a experiência de canto num coro. Nas aulas de Educação Musical aprende-se ritmo, trabalho de equipa e desenvolve-se a musicalidade que temos. Uns quantos depois continuam, praticando pela vida fora, e, com muita persistência, até se tornam músicos profissionais. Outros ficam com umas ideias; aprenderam o básico da formação musical e sabem «dar uns toques» num instrumento. Para todos, é útil desenvolver a musicalidade.
A educação musical é essa oportunidade de acesso à música enquanto arte, desenvolvendo a sua linguagem e conhecimento, tendo como principal objectivo musicalizar o aluno. Aprender música na escola ajuda a que o aluno entenda, ao ouvir e executar a música, a conjugação de dois planos que aà ocorrem: a expressão e o significado, ganhando as ferramentas básicas para utilizar a linguagem musical.
É importante lembrar que existe em nós uma condição de musicalidade própria do ser humano. Estamos sempre envolvidos com a música, seja como ouvintes ou como produtores, e para manifestar familiaridade com ela e algum jeito não precisamos de educação musical. Porém, informalmente, estamos sempre a receber informações musicais devido ao contacto quotidiano que temos com a experiência do som organizado. O cérebro humano tem áreas especializadas para o processamento musical. Somos musicalmente educados, pois conseguimos ter noções de ritmo e harmonia desde logo e distingui-las do ruÃdo na cultura que nos rodeia.
Há um lado emocional na nossa relação com a música. Relacionamo-nos com esta arte por gosto e preferências individuais, escolhemos determinados contextos para apreciar a música, temos apetência para certos estilos e géneros musicais, conforme a fase da vida e o grupo de amigos, e é incrÃvel como a nossa percepção da música se liga a experiências musicais anteriores que associamos a episódios da vida.
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