Repartem-se entre o norte da NamÃÂbia e o sul de Angola, na região do Cunene.
O meu encontro com os Himba deu- -se na comuna do Iona, dentro do Parque Nacional do Iona, por um mero acaso. Fiz a minha viagem nacional ao Iona, com um grupo de amigos, com o objectivo principal de conhecer o Parque, as suas belezas naturais e animais, como gazelas, avestruzes e aves raras em liberdade no seu habitat.
Por casualidade, deu-se um óbito numa comunidade Himba e fui convidada a acompanhar um amigo para cumprimentar a famÃlia. Ainda que a visita se tenha dado por um motivo triste, não a senti dessa forma: estavam todos encantados por nos receber e nós felizes pela oportunidade de os conhecer e de aprender mais sobre as suas tradições.
Toda aquela zona se trata de uma área de acessibilidade bastante difÃcil. Só do Namibe, seguindo-se 10 horas de viagem, sempre em caminhos de terra batida, alguns deles muito complicados. (Só um bom 4x4 reúne as devidas condições para esta aventura!) Não havia rede para telemóveis e as comunicações urgentes e importantes faziam-se por telefone de satélite.
Já no Iona, chegar de carro até à  comunidade Himba que ÃÂamos visitar também não se tornou mais fácil. Os Himbas vivem no mato, bem longe das cidades. Em algumas situações foi preciso, efectivamente, parar o carro, tirar pedra aqui, colocar pedra ali para continuar caminho.
Mas lá chegámos, extasiados ao avistar as casas de argila, quando já quase perdÃamos a esperança de encontrar fosse o que fosse.
Os Himbas são um grupo étnico, uma tribo semi-nómada das menos tocadas pela civilização ocidental. Fixaram-se por aquelas terras desérticas e montanhas áridas do norte do PaÃÂs e por ali ficaram.
Subsistem da criação de gado e as mulheres ainda vestem e pintam o corpo segundo as suas tradições. Foram elas quem mais me deslumbraram, com o seu porte altivo, o corpo e cabelos cobertos de argila, que lhes dá um tom avermelhado e as protege das temperaturas rigorosas do clima semi-árido em que vivem.
Cobrem-se, na zona púbica, com peles de animais. Utilizam inúmeros adornos decorativos, com simbologias próprias, em todo o corpo: colares de missangas misturados com barro, pulseiras metálicas muito grossas nos braços e pernas.
O peito anda totalmente descoberto, excepto quando as mães levam os filhos às costas, envolvidos em peles de animais. Toda esta produção lhes dá uma aparência muito elegante e cativante.
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