Sabia que os momentos mais interessantes da maquilhagem surgiram em tempos de recessão financeira? Acompanhe década a década os segredos da evolução desta arte fantástica!
O conceito de beleza já obteve inúmeras formas, havendo uma oscilação acentuada de cultura para cultura e de década para década. Ao longo dos tempos a maquilhagem alterou conforme a sociedade e o desenvolvimento do mundo industrial, com os períodos de crise a ditar novas formas de maquilhar.
Nestas alturas a maquilhagem era vista como uma forma de fugir à realidade, onde se experimentava a extrema vontade de se “viver o presente”, o que acabava por se reflectir no comportamento das mulheres, que assumiam uma maquilhagem mais sensual e forte.
No fundo, a maquilhagem era vista como um meio para esquecer a crise e levantar a moral. Em épocas de liberdade e propriedade financeira a maquilhagem assumiu destaque pelas cores exuberantes e alegres que demonstrava o espírito optimista das épocas.
No fundo, a maquilhagem é e sempre foi um meio para embelezar e fazer a mulher sentir-se bem com ela própria e com o mundo que a rodeia.
Antigo Egipto (3150 a.C.)
O uso de substâncias para pintar a pele parece natural ao longo dos tempos. Culturas mais primitivas já usavam a maquilhagem, de início como atributo religioso, cerimonial ou militar. Os materiais empregues na época passavam pelas substâncias vegetais como o urucum e o carvão, e ainda argilas ou pedras moídas.
No antigo Egipto, a maquilhagem assumiu o uso que hoje lhe é atribuído, essencialmente de embelezamento. Nesta cultura, a beleza física, tanto de homens como de mulheres, era realçada com o uso de pinturas à base de hena, sobretudo em torno dos olhos. Os faraós também usavam a maquilhagem em cadáveres, pois acreditavam que, ao ressuscitarem, precisavam de estar bonitos.
É no Antigo Egipto que vamos encontrar os primeiros testemunhos do uso de cosméticos. Os faraós tinham nas perucas coloridas formas de distinção social e consideravam a maquilhagem dos olhos um ponto de destaque fundamental para evitar olhar directamente para Rá, o deus-sol.
Saiba mais na próxima página